ACIDENTES FATAIS COM CICLISTAS NO ESTADO DE SERGIPE

Danilo Rabelo (1),

Gabriela Gomes (2),

Marcella Menezes Machado (3),

Matheus de Souza Nogueira (2),

Yanne Viana Souza2, Marcus Felipe Gonçalves (4),

Maria Bernadete Galrão de Almeida Figueiredo (5),  

Sonia Oliveira Lima (6).

(1) Acadêmico de graduação do curso de Medicina da Faculdade de Tecnologia e Ciência – FTC, Salvador/BA, Brasil

(2) Acadêmicos de graduação do curso de Medicina da Universidade Tiradentes – UNIT, Aracaju/SE, Brasil.

(3) Acadêmico de graduação do curso de Medicina da Universidade Federal – UFS, Aracaju/SE, Brasil

(4)  Médico residente do Hospital Cirurgia, Aracaju/SE, Brasil

(5) Médica, mestre em saúde ambiente, professora habilidades cirúrgicas da Universidades Tiradentes/UNIT, Aracaju/SE, Brasil  

(6) Orientadora, Doutora/ Professora Departamento de Medicina Membro permanente do Mestrado e Doutorado do Programa Saúde e Ambiente, Universidade Tiradentes/UNIT, Aracaju/SE, Brasil.

INTRODUÇÃO: O Brasil possui a sexta maior frota de bicicletas do mundo e esses veículos estão comumente envolvidos em acidentes com crianças e adolescentes. O risco de morte entre ciclistas é, aproximadamente, 5 vezes maior quando comparado ao de ocupantes de automóveis.1,2,3 Objetivou-se traçar o perfil demográfico e a análise espacial da mortalidade de ciclistas vítimas de acidentes de trânsito no estado de Sergipe.

METODOLOGIA: estudo ecológico, prospectivo, mediante avaliação dos laudos cadavéricos, atestados de óbito e dos boletins de ocorrência encaminhados pelas delegacias do estado ao Instituto Médico Legal de Sergipe, no período de abril de 2014 a março de 2015. Para a análise espacial o estado foi dividido em 3 mesorregiões de acordo com o IBGE.

RESULTADOS:  Dos 512 óbitos por acidentes de trânsito, 19 3,7% envolveram condutores de bicicletas; 94,7% o gênero masculino; 78,9% a cor parda;10,5% envolveram crianças e adolescentes; 57,9% adultos e 31,6%   indivíduos com mais de 60 anos. Os solteiros representaram 52,6%, os que possuíam o ensino fundamental I 47,4% e a ocupação de lavrador 36,8%. Os mecanismos de trauma mais prevalentes foram as colisões entre bicicletas e automóveis 36,8%, caminhões 15,8% e motocicletas 15,8%. Na zona urbana ocorreram 68,4% dos eventos e, no sábado 36,8%, o turno noturno foi responsável por 37,8%. A maior parte dos agravos ocorreu dentro da mesorregião em que as vítimas residiam 90,4% e o Leste Sergipano onde se localiza a capital do estado, apresentou a maior prevalência em números absolutos 48,7%. A principal causa mortis foi o traumatismo cranioencefálico 61,8%. Seis óbitos ocorreram dentro de uma unidade de saúde, e o SAMU foi responsável pelo atendimento de 4 vitimas

CONCLUSÃO: Em Sergipe as vítimas fatais por acidentes envolvendo bicicletas foram, principalmente, indivíduos do sexo masculino em idade produtiva e lavradores, que utilizam esses  veículos como meio de transporte, entre cidades vizinhas da mesma mesorregião e entre os povoados dos próprios municípios, o que explica a maior prevalência de acidentes na zona rural.Os benefícios do uso da bicicleta para a saúde da população e para o meio ambiente justificam a utilização desse meio.

REFERÊNCIAS:

1 – Bacchieri G, Gigante DP, Assunc¸ão MC. Determinantes e padrões de utilizac¸ão da bicicleta e acidentes de trânsito sofridos por ciclistas trabalhadores da cidade de Pelotas, Rio Grande do Sul. Brasil Cad Saúde Pública. 2005;21(5):1499–508

3 – Carvalho ML, Freitas CM. Pedalando em busca de alternativas saudáveis e sustentáveis. Ciênc Saúde Coletiva. 2012;17(6):1617–28.

2 – Gawryszewski VP, Rodrigues EMS. The burden of injury in Brazil, 2003. São Paulo Med J. 2006;124(4):208–13. 20.