AFASTAMENTO DO TRABALHO POR DEPRESSÃO: UMA REVISÃO DE LITERATURA

INTRODUÇÃO: O trabalho mais exaustivo foi considerado, no século XVIII, como o melhor remédio para a depressão e paradoxalmente, atualmente, essa realidade é considerada ultrapassada, pois nota-se que o ambiente de trabalho pode influenciar negativamente a vida dos indivíduos. Dessa forma, diante de um cenário em que a depressão apresenta-se como uma das principais doenças incapacitantes no mundo, nota-se a importância de uma análise crítica dos estudos sobre o afastamento do trabalho pela depressão.

METODOLOGIA: revisão de literatura narrativa com caráter exploratório e com abordagem qualitativa. A revisão usou como filtro os últimos 15 anos, através de pesquisa nas principais bases de dados: Pubmed, Lilacs, Bireme e Scielo.

MARCO CONCEITUAL: a perspectiva da psicopatologia classifica a depressão como um transtorno de humor ou transtorno afetivo, atribuída à herança cultural e vivências emocionais do indivíduo, que são adquiridas durante o seu amadurecimento mental. Esse distúrbio neuropsicológico afeta desde o humor e a afetividade às condições físicas do indivíduo, ocasionando manifestações somáticas. A depressão está associada à diminuição da produtividade, podendo ocasionar o afastamento do trabalho, que ocorre quando o indivíduo é considerado incapacitado, seja por motivos de acidente ou doenças físicas ou psíquicas.

RESULTADOS: diante da análise, pode-se afirmar que a depressão é a maior causa de afastamento do trabalho dentre os transtornos mentais, acarretando, em média, de 10 a 360 dias de abstinência do emprego, a depender da profissão. Em relação ao sexo, observa-se uma maior prevalência em mulheres. Já em relação à idade, a maior ocorrência está entre a 4ª e 5ª décadas de vida. Em relação à escolaridade, a predominância é no nível superior. Vale ressaltar que a exigência do trabalho é considerada preditiva de afastamento pela depressão, sendo a educação a principal área relacionada, seguida pela saúde.

CONCLUSÃO: os presentes achados constataram que há uma alta prevalência de afastamento do trabalho associada à depressão. No entanto, esse transtorno não é devidamente reconhecido na avaliação clínica, havendo a necessidade de uma melhor capacitação dos profissionais de saúde para diagnóstico e melhor acompanhamento dessa patologia.

 

REFERÊNCIAS:
CAVALHEIRO, G.; TOLFO, S. R. Trabalho e depressão: um estudo com profissionais afastados do ambiente laboral. Psico-USF, Florianópolis, v. 16, n. 2, p. 241-249, mai/ago. 2011

BATISTA, J. B. V., CARLOTTO, M. S., OLIVEIRA, M. N., ZACCARA, A. A. L., BARROS, E. O., DUARTE, M. C. S. transtornos mentais em professores universitários: estudo em um serviço de perícia médica. Journal of research fundamental care online, Rio de Janeiro, v.8, n.2, abr./jun. 2016. Disponível em: <www.seer.unirio.br/index.php/cuidadofundamental/article/download/5009/pdf_1913>. Acesso em: 20 jun. 2016.