ANTHROPOLOGY – USE OF INFRAORBITAL PROSTHESIS AS AN IDENTIFICATION INSTRUMENT

Marcos Tadeu Ellery Frota1

Valdeana Linard2

Renato Evando Moreira Filho3

1 M.Sc., Perícia Forense do Estado do Ceará, Av. Presidente Castelo Branco, 901, Fortaleza/CE; (85) 3101-5049; marcos.frota@pefoce.ce.gov.br
2 M.Sc., Perícia Forense do Estado do Ceará, Av. Presidente Castelo Branco, 901, Fortaleza/CE; (85) 3101-5049; valdeana.linard@pefoce.ce.gov.br
3 Ph.D, Universidade Federal do Ceará e Perícia Forense do Estado do Ceará, Av. Presidente Castelo Branco, 901, Fortaleza/CE, (85) 3101-5049; renato.evando@pefoce.ce.gov.br

 A Antropologia Forense se utiliza de diversas técnicas para a identificação. Usualmente as técnicas primárias são o exame de arcada dentária, a papiloscopia e o exame de DNA. Este caso evidência a identificação a partir da investigação de prótese infraorbital na ocasião do exame antropológico. Em janeiro de 2016, ingressou no necrotério da Coordenadoria de Medicina Legal (COMEL) da Perícia Forense do Estado do Ceará (PEFOCE), na cidade de Fortaleza; corpo humano sem identificação, já em fase de esqueletização. Ao exame externo inicial foi observado que a ossada se encontrava incompleta, e nesta foi observada a presença de fratura antiga consolidada na região zigomática esquerda com placa infraorbital numerada (n° 100238-2592) –  aparato de fixação do sistema de 1,5mm de 6 furos, posicionada em sutura zigomático maxilar à esquerda. A placa foi fixada com 02 parafusos em cada lado da fratura. Foram analisadas as características qualitativas do crânio, que revelou caraterísticas compatíveis com as de um indivíduo do sexo masculino. A análise das suturas cranianas, análise sacral, sínfise púbica (método de Suchey-Brooks) e vértebras, revelou um estágio final de fechamento das suturas, compatível com idade superior aos 60 anos. Iniciou-se, então, processo investigativo para realizar a identificação definitiva. Foi contactado o maior hospital de trauma do Estado do Ceará. Através da numeração da placa e da nota fiscal da mesma, constatou-se a data da ocorrência da cirurgia e o paciente no qual havia sido utilizada a prótese. Concluiu-se a identificação definitiva, corroborada pela Genética Forense. Assim, verificou-se instrumento auxiliar nas análises médico-legais do serviço de Antropologia.

REFERÊNCIAS
SPADÁCIO, Célio et al. Análise do comportamento de restaurações estéticas sob a ação de calor e sua importância no processo de identificação humana. RFO UPF, v. 16, n. 3, p. 267-272, 2011.

UBELAKER, Douglas H. Interpretación de las anomalías esqueléticas y su contribución a la investigación forense. Cuadernos de Medicina Forense, n. 33, p. 35-42, 2003.

PLISCHUK, Marcos. Señales de intervenciones médicas en una muestra esqueletal contemporánea (La Plata, Argentina). Revista de la Escuela de Medicina Legal, n. 15, p. 4-13, 2010.