HISTOPATOLOGIA E MEDICINA LEGAL: ANÁLISE DE AMOSTRAS ENCAMINHADAS DE UM SERVIÇO DE PERÍCIA FORENSE, EM CAPITAL DO NORDESTE

RENATO EVANDO MOREIRA FILHO (1),

ANDERSON DA SILVA COSTA (2)

(1) Ph.D, Universidade Federal do Ceará e Perícia Forense do Estado do Ceará, Av. Presidente Castelo Branco, 901, Fortaleza/CE, (85) 3101-5049; renato.evando@pefoce.ce.gov.br

(2) Universidade Federal do Ceará, Perícia Forense do Estado do Ceará, Av. Presidente Castelo Branco, 901, Fortaleza/CE; (85) 3101-5049; andersoncosta3@hotmail.com

INTRODUÇÃO: Recentemente, tem crescido o papel da avaliação microscópica em diversos casos analisados pelos médicos-legistas. Assim, variadas situações podem solicitar o auxílio de tais perícias alicerçadas na conclusão histopatológica. Não obstante a potencial necessidade nos serviços de Medicina Legal, não se tem notícia de publicações frequentes tratando da experiência brasileira, durante a perícia realizada frente à Tanatologia Forense – notadamente nos diagnósticos diferenciais nas situações de morte suspeita. O presente trabalho procurou expor parte da experiência do serviço de Medicina Forense, em Fortaleza, Ceará, em associação com serviço de Anatomia Patológica, com os respectivos laudos diagnósticos subscritos por médico patologista.

METODOLOGIA: Foram selecionadas vinte amostras contendo material biológico de corpos que ingressaram no serviço com informações compatíveis com morte suspeita. As vítimas possuíam de 25 a 40 anos, sem lesões externas que norteassem algum diagnóstico prévio. Foram removidos fragmentos das seguintes vísceras: cérebro, coração, pulmões e fígado. Posteriormente foram fixados em formalina tamponada a 10%, para análise histopatológica, com subsequente coloração com a técnica da hematoxilina-eosina e análise microscópica.

RESULTADOS: Os achados mais comuns foram os seguintes: tecido cerebral (edema inespecífico e encefalite linfocítica); coração (hipertrofia difusa e aterosclerose coronariana); tecido pulmonar (enfisema e tuberculose) e tecido hepático (esteatose hepática e hepatite crônica).

CONCLUSÃO: Desta forma, justifica-se a utilização da avaliação histopatológica, no serviço de Tanatologia Forense, ao possibilitar maior segurança aos achados e conclusões periciais, com materialização mais célere e criteriosa dos fatos para a consequente instrução do inquérito policial e subsequente ação penal, sempre trabalhando em conjunto com forças policiais e oferecendo benefícios à sociedade na elucidação crimes.

REFERÊNCIAS:

CUMMINGS et al. Atlas of Forensic Histopathology. New York, Cambridge University Press, 2011. CONNOLY et al. Autopsy Pathology. A Manual and Atlas. Philadelphia, Elsevier, 3. edition, 2016.