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MORTES VIOLENTAS EM MULHERES EM 2015: NECROPSIAS REALIZADAS EM FORTALEZA/CE, PORTO ALEGRE/RS E CIDADE DO PANAMÁ/PANAMÁ - Perspectivas em Medicina Legal e Perícias Médicas
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MORTES VIOLENTAS EM MULHERES EM 2015: NECROPSIAS REALIZADAS EM FORTALEZA/CE, PORTO ALEGRE/RS E CIDADE DO PANAMÁ/PANAMÁ

Angelita Maria Ferreira Machado Rios*
Elaine Brassan**
Lisieux Elaine Borba Telles***
Marcio Magalhães Arruda Lira****
Vanessa Machado Rios*****
Perita Médica-Legista do Departamento Médico-Legal de Porto Alegre*
Psiquiatra Forense – Ciudad del Panamá**
Psiquiatra Forense – Universidade Federal do Rio Grande do Sul***
Médico Perito Legista da Perícia Forense do Estado do Ceará****
Acadêmica do Curso de Medicina da Pontifícia Universidade Federal do Rio Grande do Sul
E-mail para contato: angelita.rios@terra.com.br/mmagalhaes2000@hotmail.com

INTRODUÇÃO: A violência contra mulheres é altamente prevalente em nosso país. O perfil epidemiológico das vítimas de homicídios é de mulheres jovens, negras, agredidas por familiar direto e com predomínio do uso da força na produção das lesões fatais. O Rio Grande do Sul figura como uma exceção geográfica, em que o perfil de vítimas é modificado para o predomínio de homicídios em mulheres brancas. (Waiselfisz, 2015). Considerando a cronicidade da violência e a evolução dos efeitos e/ou sintomas na vítima, o suicídio também aparece como desfecho final em muitos casos de violência doméstica e sexual contra mulheres. (Almeida A.P.F.D. et al., 2008; Fernández R. et. al., 2010). Este estudo apresentará o levantamento de mortes violentas (homicídios e suicídios) em mulheres, ocorridas no ano de 2015 e que foram examinadas nos necrotérios das cidades de Fortaleza, Porto Alegre e Ciudad del Panamá.
METODOLOGIA: Estudo de levantamento de dados, retrospectivo e transversal em que serão analisados casos de morte violenta em mulheres (homicídios e suicídios). MARCO CONCEITUAL: A análise do Mapa da Violência (Waiselfisz, 2015) demonstra que no Brasil, em 2013, ocorreram 4,8 homicídios para cada 100 mil mulheres (4,8/100.000 ou 4762 óbitos) e o país atualmente ocupa o quinto lugar no ranking mundial, precedido por El Salvador, Colômbia, Guatemala e Rússia. A identificação de fatores de risco que possam identificar e prevenir o desfecho “morte” poderá contribuir para inserir estas mulheres nas políticas sociais existentes em Saúde e Segurança Públicas. RESULTADOS: A análise dos dados demonstrou que foram necropsiados 200 cadáveres de mulheres vítimas de homicídios em Fortaleza, 96 em Porto Alegre e sete na cidade do Panamá, predominando mulheres em idade fértil. Os suicídios em mulheres corresponderam a 50 – 60% dos homicídios ocorridos em 2015, excetuando os dados provenientes da cidade do Panamá, onde os números de homicídios e suicídios se aproximaram. CONCLUSÕES: A partir dos dados coletados identificamos que nas duas capitais brasileiras houve semelhança entre os números encontrados, considerando a população avaliada.
REFERÊNCIAS

Almeida, A.P.F.D. et al. (2008). Dor crônica e violência doméstica: estudo qualitativo com mulheres que frequentam um serviço especializado de saúde. Rev. Bras. Saúde Mater. Infantil, Recife, 8(1):83-91.

Férnandez, A.M. et al. (2010). Estudio cuali-cuantitativo de la mortalidade feminina por causas externas y su relación com la violência de gênero. Rev Argent. Salud Publica, Buenos Aires;1(3):18-23.

Waiselfisz, J.J. (2015). Mapa da violência 2015: atualização: homicídio de mulheres no Brasil. Rio de janeiro: CEBELA/FLACSO,2015. Disponível em: http://www.mapadaviolencia.org.br/pdf2015/mapaviolencia2015. Acesso em: 24/05/2016.



Angelita Rios et al.

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