PERFIL DA VIOLÊNCIA COM MORTALIDADE RELACIONADA AOS ACIDENTES DE TRÂNSITO EM ALAGOAS

Alzeane de Araújo Lucena1

Jessyca Montenegro Matthews de Lyra 2

Maria Luisa Duarte 3

  1. Graduanda do Curso de Medicina da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (UNCISAL), Maceió, AL, Brasil. Participante do Grupo de Pesquisa do CNPq – Núcleo Integrado de Pesquisas em Ciências Humanas e Sociais na Saúde. Endereço: Av. Álvaro Otacílio, nº 378, Edf: Patmos, apt. 507, jatiúca – Maceió/AL. Fone: (82) 99844-7442 Email: anelucena1@gmail.com
  2. Graduanda do Curso de Medicina da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (UNCISAL), Maceió, AL, Brasil. Participante do Grupo de Pesquisa do CNPq – Núcleo Integrado de Pesquisas em Ciências Humanas e Sociais na Saúde. Endereço: Rua Elza Soriano, nº 126, Edf: Bruno Perrelli, apt. 601, Poço – Maceió/AL. Fone: (82) 99331-2268. Email: jessycamontenegroo@gmail.com
  3. Doutora em Patologia pela Universidade Federal Fluminense – Niterói / Rio de Janeiro (UFF/RJ), Especialista em Medicina Legal pela Sociedade Brasileira de Medicina Legal/AMB. Docente (Professora Adjunta) do Curso de Bacharelado em Medicina da Universidade Estadual de Ciências da Saúde em Alagoas (UNCISAL), Maceió, AL, Brasil. (Orientadora da Pesquisa). Líder do Grupo de Pesquisa do CNPq – Núcleo Integrado de Pesquisas em Ciências Humanas e Sociais na Saúde. Endereço: Lot. Jd. Petrópolis II-E, nº 55, QC3, Santa Amélia – Maceió/AL, CEP: 57063-226. Fone: (82) 99972-5571. Email: maraluduarte@uol.com.br

Os acidentes de transporte terrestre configuram-se como um problema de saúde pública, pois dizimam indivíduos economicamente ativos, desestruturam famílias e trazem altos custos. Segundo o Mapa da Violência no Brasil3, entre 1980 e 2011 foram contabilizados 980.838 óbitos decorrentes de acidentes de trânsito em vias públicas. Os dados são alarmantes e demonstram a necessidade de se identificarem grupos vulneráveis, além de fatores de risco para que possam ser elaboradas políticas públicas baseadas em evidências2. Estes fatos, para serem modificados, devem ganhar o alcance da mídia e a opinião pública, através de pesquisas1. Nosso objetivo foi determinar o perfil epidemiológico das vítimas fatais de acidentes de trânsito em Alagoas de janeiro de 2011 a dezembro de 2015. O estudo foi observacional, retrospectivo, descritivo e analítico, e as informações foram colhidas nos registros de entrada de cadáveres do arquivo do Instituto Médico Legal Estácio de Lima de Maceió, no período descrito. Foram analisados: gênero, idade, estado civil, escolaridade, raça, tipo de veículo, local de ocorrência do acidente e do óbito, tipo de acidente, dia da semana, horário, município de ocorrência do acidente e causa da morte. A idéia de desenvolver esta pesquisa surgiu da precariedade de fontes sobre este tema no Estado de Alagoas, e da conveniência de que esses dados possam no futuro ser empregados em políticas governamentais que tragam melhorias para a população. Das 1917 fichas cadavéricas analisadas, 83% são do gênero masculino, na faixa etária de 20 a 29 anos. Do universo pesquisado, predominaram as vítimas que não possuíam curso superior declarado (85%). Os óbitos com maior frequência foram de solteiros (58%) e pardos (74%). Preponderaram acidentes fatais em rodovias municipais (46%), destacando-se as ocorrências de sexta a domingo (54%), entre 18h01min a 00h00min (39%). Motocicletas (47%) e automóveis (26%) foram os meios de transporte prevalentes, sendo do tipo colisão (42%). Nas vias públicas verificaram-se mais óbitos (54%), estando a 1ª Região de Saúde de Alagoas no topo dos sinistros (55%). Já a principal causa da morte foi o politraumatismo (30%). Diante dos resultados, verificou-se que os acidentes com vítimas fatais em Alagoas, alinha-se a outras pesquisas do gênero já realizadas no Brasil.

 

Bibliografia:

  1. ALMEIDA N. D. Os acidentes e mortes no trânsito causados pelo consumo de álcool: um problema de saúde pública. R. Dir. sanit. 2014 jul./out; 15(2): 108-125.
  2. PAIXÃO L. M. M. M.; GONTIJO E. D.; DRUMOND E. F.; FRICHE A. A. L.; CAIAFFA W.T. Acidentes de trânsito em Belo Horizonte: o que revelam três diferentes fontes de informações, 2008 a 2010. Rev. bras. epidemiol. 2015 mar; 18(1): 108-122.
  3. WAISELFISZ J. J. Mapa da violência 2013: acidentes de trânsito e motocicletas. Rio de Janeiro: CEBELA-FLACSO; 2013.