EUTANÁSIA

Eutanásia e sua divergência com suicídio assistido

Perspectiva médica sobre a eutanásia

Perspectiva religiosa sobe a eutanásia

Argumentações favoráveis a prática da eutanásia

Argumentações contrarias a prática da eutanásia

Fernanda Hassem Pastori; Giovana Pires da SIlva; Gustavo Myai; Lucas Gomes Maranhão; Marina Garcia Seike; Marina Righi Bacchin

 

Eutanásia vem da palavra grega que significa “boa morte”; consiste na abreviação da vida de um paciente em caso terminal ou que convive com intoleráveis sofrimentos físicos e/ou psíquicos. Ela difere do suicídio assistido, pois este ato é realizado pelo próprio paciente, enquanto que a eutanásia é conduzida por um profissional de saúde. É um assunto controverso, principalmente no Brasil, uma vez que a eutanásia é enquadrada como homicídio, sendo considerada uma pratica antiética pelo código da medicina. Contudo, este posicionamento aderido ao código penal brasileiro encontra-se em discordância com um dos princípios básicos da bioética: a autonomia, principio este que garante ao paciente a liberdade para decidir sobre o que considera melhor para si. Porém, a cultura e os ensinamentos judaico-cristão fundamentam os conceitos relacionados a moral e a ética das sociedades atuais, influenciando então as decisões a cerca da legislação ocidental; inevitavelmente, isso vai de encontro com a posição de cada país perante a eutanásia, uma vez que o consenso é o mesmo do suicídio, isto é, só quem pode tirar a vida é quem a deu: o deus de cada religião; com isso, a prática da eutanásia é malvista pela maioria das religiões e, consequentemente, pela maioria dos países. Dessa forma, conclui-se que este debate, na verdade, repousa sobre duas grandes entidades: a bioética e a religião; uma vez que aquela valoriza o principio da autonomia e esta a sacralidade da vida.

Favoravelmente a prática da eutanásia encontram-se os seguintes argumentos: é uma forma de evitar a dor e o sofrimento daqueles que se encontram em determinada condição de saúde, promover uma morte digna ao paciente, respeitar a autonomia do enfermo; já os contra são: opõe-se a sacralidade da vida e ao juramento de hipócrates, além de impedir o progresso de descobertas na área da saúde. Em suma, o debate sobre a eutanásia traz diversas perspectivas e, portanto, devem ser analisados todos estes ângulos antes que qualquer atitude judicial possa ser tomada no país; no Brasil, a maioria dos órgãos (Governo Federais, Autoridades religiosas e Conselho federal de Medicina) que possuem poder para permitir a eutanásia posicionam-se contra sua liberação, partindo do pressuposto de que há leis, mandamentos e regras que punem a execução desse ato; Por outro lado, existem alguns países que liberaram e legalizaram a eutanásia, cada um com suas particularidades, mas concedendo ao paciente seu desejo.