MORTE SÚBITA CARDÍACA NA CIDADE DE SÃO PAULO

Ruggero Bernardo Guidugli

Médico Legista do Instituto Médico Legal de São Paulo – E-mail: amianispe@terra.com.br

João Pimenta

Diretor do Instituto de Cardiologia do Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo

Rui Póvoa

Professor Assistente de Cardiologia da UNIFESP

 

 

 RESUMO

A morte súbita, por seu caráter fulminante e pouco explicável, muitas vezes passa a ser considerada uma morte suspeita e investigada por médicos forenses. De março de 2009 a março de 2013, 40 vítimas de morte suspeita foram periciadas no Instituto Médico Legal de São Paulo e diagnosticadas como morte súbita cardíaca. Foram avaliadas lesões macro e microscópicas do coração e casos da aorta ascendente e investigados fatores de risco como sobrepeso, tabagismo e sedentarismo. Destas 37 apresentaram arteriosclerose com obstrução coronariana e 3 rotura da ciossa de aorta ascendente com hemopericardio.

Apenas 5% não foram consideradas sedentários, 2% não eram tabagistas e 12% tinham peso normal e não sobrepeso.

Como conclusão podemos afirmar que a morte súbita cardiaca na cidade de São Paulo não difere dos demais centros industrializados do planeta e apresenta os mesmos fatores de risco das cardiopatias.