PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DOS HOMICÍDIOS NO ESTADO DA PARAÍBA DE 2008 A 2017

Alexandra Lays Oliveira Viana Barreto (1)

Beatriz Sousa Alves (1)

Julya de Assis Sousa Morais (1)

 Laryssa Almeida de Andrade Tenório (1)

 Letícia Stephanie Pires Xavier Gomes Ribeiro (1)

 Maria Beatriz Azevedo Terceiro Neto (1)

 Silvana Aranha Trigueiro(2)

(1) Estudantes da Faculdade de Medicina Nova Esperança

(2) Professora de medicina legal da Faculdade de Medicina Nova Esperança

julya_morais@hotmail.com / Severino Nicolau de Melo, 582, Bairro Jardim Oceania, João Pessoa-PB / (83) 99656-8225

RESUMO

INTRODUÇÃO: A mortalidade por causas externas adquiriu um papel de extrema importância nas últimas décadas, principalmente devido ao aumento do número de homicídios. Essa modalidade de crime é definida pelos setores de saúde como morte por agressão independentemente da sua classificação legal, sendo considerada como um dos indicadores universais da violência social. Compreender como esses determinantes estão correlacionados entre si é uma das etapas fundamentais no enfoque da Saúde Pública. O trabalho tem como objetivo fazer uma análise epidemiológica dos óbitos por violência no Estado da Paraíba.

METODOLOGIA: Para análise quantitativa e qualitativa realizou-se uma coleta de dados dos homicídios ocorridos na Paraíba entre os anos de 2008 a 2017, que foram extraídos do SIM- Sistema de Informações sobre Mortalidade- a partir das declarações de óbitos da Secretaria Estadual de Saúde (SES).

RESULTADOS: Nesse período, ocorreram no Estado 14.373 homicídios, entre os quais a população masculina representou 92% dos óbitos totais, enquanto que o sexo feminino apenas 7,95%, mostrando, dessa forma, que houve um diferencial no risco de mortalidade de acordo com o sexo. O grupo etário mais acometido foi de adultos jovens com 20 a 29 anos que equivale a 38,11% do total. A arma de fogo foi o principal instrumento utilizado sendo responsável por 80,62% das mortes, seguido de objeto cortante ou penetrante, que representa 11,35%.

MARCO CONCEITUAL: A mortalidade por homicídios chama atenção principalmente pelo fato de acometer em sua maior parte na população de adultos jovens, principalmente do sexo masculino, contrariando o modelo que ocorre nos países de primeiro mundo, em que as mortes acontecem em idades mais elevadas. Ainda é possível observar que mesmo com a política de desarmamento, o instrumento mais usado para o homicídio é a arma de fogo.

CONSIDERAÇÕES FINAIS: A partir dos dados obtidos pode-se concluir que a mortalidade por violência é um grave problema social, uma vez que acomete majoritariamente a população economicamente ativa. O enfrentamento dessa realidade exige além de um planejamento de políticas e ações de  cunho intersetorial, uma intensificação de estudos estratégicos visando compreender melhor as variantes por trás dos dados obtidos.

PALAVRAS-CHAVES: Homicídios, Arma de Fogo, Violência.