POSSÍVEIS ACHADOS TOXICOLÓGICOS NO USO INDISCRIMINADO DE CLOROQUINA

  1. Erickson, T.     B. ; Chai, P.R. ; Boyer,  E. W.  Chloroquine, hydroxychloroquine and COVID-19. Toxicol Commun. P. 40-42. Disponível em < https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32457932/ >. Acesso em 30/11/2020
  2. Porta, A D et al. Acute chloroquine and hydroxychloroquine toxicity: A review for emergency clinicians. American Journal of Emergency Medicine. P. 2209-2217. Disponível em <https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC7369162/ >. Acesso em 30/11/2020

Jayme Marden Mendonça de Amorim (1)

Aida Maria Ferrario de Carvalho Rocha (1)

Rodrigo Montenegro Pereira de Campos (1)

Gabriel Lessa de Souza Maia (1)

Gerson Odilon Pereira (1)

(1) Centro Universitário Tiradentes. Maceió, AL.

e-mail: jaymemarden@gmail.com

INTRODUÇÃO

A cloroquina e a hidroxicloroquina são medicamentos derivados da aminoquinolina. Esses fármacos são utilizados no tratamento de doenças autoimunes como lúpus eritematoso sistêmico e artrite reumatóide, bem como na profilaxia da malária. No início de 2020, dados preliminares sugeriram a utilidade da hidroxicloroquina na atenuação da carga viral e dos sintomas em pacientes com infecção por SARS-CoV-2 (PORTA et al, 2020). Esta revisão tem o objetivo de elencar alguns possíveis achados toxicológicos com o uso de compostos de aminoquilina com a justificativa da busca por um tratamento para COVID-19.

MÉTODO

Foi realizada a busca na plataforma Pubmed com os marcadores “CHLOROQUINE”, o operador booleano “AND” “INTOXICATION” e “OR” “POISONING” no período de 1 ano encontrando 669 resultados e após uma seleção criteriosa foram escolhidos 4 artigos cujos temas principais corroboram com o objetivo do presente artigo.

RESULTADOS E CONCLUSÃO

Os medicamentos com aminoquinolina apresentam riscos toxicológicos únicos e significativos, tanto durante o uso pretendido quanto em ambientes não supervisionados por leigos. Segundo Porta (2020), o intervalo terapêutico da cloroquina é bastante estreito e a toxicidade aguda grave está associada à mortalidade de 10-30% devido a uma combinação de efeitos cardiovasculares diretos e desarranjos eletrolíticos com disritmias resultantes. De acordo com Erickson, Chai e Boyer (2020) as notícias iniciadas de março de 2020 podem ter contribuído para uma enxurrada de envenenamentos como os ocorridos na Nigéria e nos EUA um homem, após a ingestão de fosfato de cloroquina em uma aparente tentativa de prevenir o coronavirus, morreu logo após a ingestão do agente comumente usado para limpar aquários de peixes e tratar infecções parasitárias. Inclusive, de acordo com as pesquisas de Erickson, Chai e Boyer (2020) Os farmacêuticos comunitários também relataram um aumento recente em novas prescrições de hidroxicloroquina.


Referências bibliográficas