VIRTÓPSIA: A NOVA DESCOBERTA DA MEDICINA FORENSE

Os autores informam não haver conflito de interesse.

Gabriela Albino Simão (1)

Isabella Caravetti Cestari (1)

Giovanna Nivoloni da Fonseca (1)

 Daniele Muñoz Gianvecchio (2,3)

 Athanase Christos Dontos (1)

(1) Universidade de Santo Amaro. Santo Amaro, SP.

(2) Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. São Paulo, SP.

(3) Faculdade de Medicina da USP. São Paulo, SP.

E-mail: gabriela.albinosimao@gmail.com

INTRODUÇÃO

A técnica “Virtopsy” tem se destacado na Medicina Forense substituindo a tradicional necrópsia por um sistema virtual com a elaboração de um mapa interno do cadáver através da imagem. O objetivo do trabalho é abordar o funcionamento da virtópsia, suas projeções para o futuro, e suas vantagens e desvantagens.

MÉTODOS

 Este estudo é uma revisão de literatura baseada no tema virtópsia. Para sua realização, foram feitas pesquisas de trabalhos publicados em bancos de dados eletrônicos, como: Pubmed e Scielo, com as palavras-chaves: “autopsy”,“virtual”,”virtopsy”. Foram selecionados artigos dos últimos 6 anos em inglês, espanhol e português.

MARCO CONCEITUAL

A partir do avanço da tecnologia e da medicina, novas técnicas de diagnóstico e imagem se desenvolveram. Dentre elas a virtópsia, uma necrópsia virtual que tem como objetivo substituir a necrópsia tradicional e melhorar a investigação médico-legal.

RESULTADOS

A virtópsia é uma investigação médico-legal capaz de determinar as causas e circunstâncias da morte através do uso de métodos imaginológicos, principalmente a TC-PM, a RM-PM e a AngioTC-PM, possibilitando a preservação a integridade do corpo e o respeito às questões ético-religiosas. A reconstrução tridimensional realizada nesta técnica permite, dentre outras vantagens, a reconstrução de estruturas esqueléticas e posterior identificação do cadáver, a análise de estruturas anatômicas negligenciadas ou não analisadas durante a técnica convencional, maior segurança em estudos de etiologia infecciosa, incluindo estudos em contexto de pandemia, o estudo balístico, a identificação do padrão da lesão e a reavaliação remota por outros profissionais. Além da grande barreira financeira para a implementação das tecnologias, algumas desvantagens observadas decorrem dos fenômenos cadavéricos sofridos pelo corpo, que podem induzir falsos resultados nas imagens por mimetizar patologias, da impossibilidade de análise de textura dos tecidos e em casos de extensas lacerações do cadáver, onde o meio de contraste é insuficiente.

CONCLUSÃO

A virtópsia é uma nova técnica que tem como objetivo substituir a necrópsia tradicional, apresentando inúmeras vantagens e desvantagens, sendo cada vez mais reconhecida e utilizada pela medicina forense de todo o mundo.


Referências bibliográficas

  1. CAVALLARI et al. O uso da Tomografia Computadorizada e da Ressonância Magnética na virtópsia. Tekhne e Logos, Botucatu, SP, v.8, n.1, abril, 2017.
  2. RODRIGUES B G. Virtópsia uma descoberta e uma  ferramenta. CONIC-SEMESP, São Paulo, 2014.
  3. SANTOS M S. Virtópsia e sua aplicabilidade em Portugal. Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, 2017.