Resumos

ARTROPLASTIA TOTAL DE QUADRIL: INCAPACIDADE LABORATIVA TOTAL E PERMANENTE PARA QUAIS ATIVIDADES?

Gabriel S. I. C. Picos(1)

Marcos de Azevedo(2)

Daniele Muñoz Gianvecchio(3)

Victor A. P. Gianvecchio(4)

Valéria M. S. Framil(5)

Daniel Romero Muñoz(6)

(1). Médico pós – graduando em Perícias Médicas pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

(2). Médico pós – graduando em Perícias Médicas pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

(3). Professora do Curso de Especialização de Medicina Legal e Perícias Médicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

(4). Professor de Medicina Legal e Pericias Médicas da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

(5). Professora Colaboradora do Curso de Especialização em Medicina Legal e Perícias Médicas da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

(6). Professor Titular do Departamento de Medicina Legal, Ética Médica e Medicina Social e do Trabalho da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Endereço para correspondência: Ortopicos Clínica Médica, Av. Otto Ribeiro, n° 965 – Jardim Paulista. CEP: 19814-470. Assis, SP. Telefone: (18) 99824-8666. Email: ortopicos@gmail.com

Introdução: A artroplastia total de quadril tem alto índice de melhora na dor, função e qualidade de vida, dos indivíduos submetidos a esse procedimento, cujas atividades realizadas influenciam na durabilidade da prótese de quadril. Os objetivos foram descrever a incapacidade laborativa total e permanente, para atividades, que gerem riscos de agravamento à saúde dos indivíduos submetidos à atroplastia de quadril.

Metodologia: Trata-se de uma revisão de literatura com pesquisa em livros, publicações e sites com bases científicas como Google Acadêmico, Pubmed, Medline e Scielo.

Marco conceitual: Consensos e artigos trazem restrições, a longo prazo, pós artroplastia total de quadril, devido aos riscos de desgaste precoce, luxação, osteólise, soltura, maior frequência de reoperações, revisões e suas possíveis complicações como infecção, fenômenos tromboembólicos e óbito. Foram encontrados fatores de risco para desgaste da prótese de quadril, com provável necessidade de revisão de artroplastia e suas possíveis complicações, em pacientes submetidos a artroplastia total de quadril, que realizaram atividades de alta demanda.

Conclusão: A incapacidade laboral deve ser avaliada individualmente, por um médico qualificado, 2 levando em consideração as particularidades de cada pessoa e trabalho exercido, porém, sugerimos considerar a incapacidade laboral total e permanente para pacientes submetidos a artroplastia total de quadril, para atividades que necessitem alta demanda, que exijam carregamento de peso, esportes de contato, repetitividade com carga, impacto ou extremos de movimento da articulação coxofemoral, além de longos períodos em pé ou deambulando.


Referências bibliográficas

  1. Colibazzi V, Coladonato A, Zanazzo M, Romanini E. Evidence based rehabilitation after hip arthroplasty. HIP International. 2020;30(2_suppl):20-29.
  2. Meria, E.P. and Zeni, J.Jr. (2010) Sports Participation Following Total Hip Arthroplasty. International Journal of Sports Physical Therapy, 9, 839-850
  3. Krismer, M. (2017). Sports activities after total hip arthroplasty. EFORT Open Reviews, 2(5), 189–194.
  4. AMA Guides™ to the Evaluation of Work Ability and Return to Work (2nd ed.), edited by James B. Talmage, J. Mark Melhorn, and Mark H. Hyman chicago: American Medical Association, 2011