Resumos

INOVAÇÕES NA ANTROPOLOGIA FORENSE

Maria Luiza Bueno de Oliveira(1)

Daniele Muñoz Gianvecchio(2)

Victor A. P. Gianvecchio(3)

Valéria M. S. Framil(4)

Daniel Romero Muñoz(5)

(1). Médica pós – graduanda em Medicina Legal e Perícias Médicas pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

(2). Médica pós – graduada em Perícias Médicas pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

(3). Professor de Medicina Legal e Perícias Médicas da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

(4). Professora Colaboradora do Curso de Especialização em Medicina Legal e Perícias Médicas da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

(5). Professor Sênior do Departamento de Medicina Legal, Medicina Social e do Trabalho e Ética Médica da Faculdade de Medicina da USP. Coordenador do Curso de Especialização em Medicina Legal e Perícias Médicas da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Endereço para correspondência: Alameda Acumã, 101 – Alto das Palmeiras. CEP: 13301-321. Itu, SP. Telefone: (11) 97322-9188. Email: malubuenooliveira@gmail.com

Introdução: A antropologia forense tem como objetivo a identificação humana. Para tal, utiliza-se de métodos que contemplem os critérios de unicidade, imutabilidade, praticabilidade e classificabilidade. No entanto, os mesmos podem encontrar limitações e resultados inconclusivos. Assim, este trabalho tem o objetivo de encontrar inovações de métodos nessa área.

Metodologia: Foi realizada a busca de artigos na base de dados Pubmed, com uso dos descritores “forensic anthropology” e “human skeletal identification”, restrita aos idiomas inglês e português no intervalo temporal de 2011 a 2020.

Marco conceitual: Para que o método de identificação seja válido, é necessário que o conjunto de elementos obtidos respeite os critérios de unicidade, imutabilidade, praticabilidade e classificabilidade.

Resultados e Discussão: Foi obtido um total de 230 artigos, sendo 10 incluídos para revisão bibliográfica, nos quais fossem discutidos novos métodos relacionados ao uso de DNA, exames de imagem ou métodos bioquímicos, excluindo aqueles que fossem trabalhos relacionados a métodos tradicionais da antropologia forense.

Conclusão: As publicações revisadas apresentaram métodos inovadores como o uso de 4 versões de DOP-PCR (reação
em cadeia de polimerase iniciada por oligonucleotídeos degenerados), método de amplificação total do genoma por PCR que modifica as bases presentes em uma das extremidades da fita de DNA amplificando a análise de sequências de transcrição rápida (regiões de repetição de bases no DNA, que diferem entre os indivíduos, sendo efetivas como meio de identificação) aumentando a chance de identificação em casos de DNA degradado de restos humanos e manchas de sangue; uso de espectrometria de fluorescência de Raios X para distinção entre ossos humanos e escombros em desastres em massa através da razão encontrada dos componentes inorgânicos presentes na amostra e uso de parâmetros biomecânicos dos ossos e da matriz óssea como a porosidade e conteúdo de minerais para estimar a idade no momento da morte, visto que essas características mudam conforme a idade adulta e têm uma margem de erro menor que os métodos atuais de estimativa de idade. No entanto, alguns desse métodos ainda não são práticos ou precisos o suficiente, permanecendo a necessidade de continuar aperfeiçoando alternativas no processo de identificação.


Referências bibliográficas

  1. ECHER, I.C. A revisão de literatura na construção do trabalho científico. R. gaúcha Enferm. Porto Alegre. 22(2):5-20. Jul 2021.
  2. EDSON, SM, CHRISTENSEN, A.F. Field contamination of skeletonized human remains with exogenous DNA. J Forensic Sci. 58(1):206-9. 2012.
  3. GILPIN, M., CHRISTENSEN, A.M. Elemental Analysis of Variably Contaminated Cremains Using X-ray Fluorescence Spectrometry. J Forensic Sci. 60(4):974-8. Jul 2015.
  4. AMBERS, A., TURNBOUGH, M., BENJAMIN, R., GILL-KING, H., KING, J., SAJANTILA, A., BUDOWLE, B. Modified DOP-PCR for improved STR typing of degraded DNA from human skeletal remains and bloodstains. Leg Med (Tokyo). 18:7-12. Jan 2016.