Resumos

PERÍCIA FORENSE NA HARMONIZAÇÃO OROFACIAL: A IMPORTÂNCIA DO EXAME DE ULTRASSONOGRAFIA

Os autores informam que não há conflito de interesse.

Luciana Barroso de Azevedo (1)

Luiz Roberto Coutinho Manhães Júnior (1)

(1) SÃO LEOPOLDO MANDIC

INTRODUÇÃO: A harmonização orofacial é uma área da odontologia e da medicina estética que tem como objetivo promover o equilíbrio, a simetria da face. É uma abordagem que correlaciona um conjunto de procedimentos tanto de caráter cirúrgicos como os não cruentos, que buscam melhorar a aparência facial, enaltecer as características individuais do paciente bem como corrigir as proporções faciais. Na busca de oferecer um aspecto mais jovem, diversas técnicas são aplicadas, englobam uma variedade de tratamentos que podem ser realizados por cirurgiões-dentistas, médicos especializados, fisioterapeutas, biomédicos respeitando as determinações de cada conselho profissional. Dentre as intervenções mais comuns, destacam-se os preenchimentos com ácido hialurônico na região labial, facial, aplicação de toxina botulínica, fios de tração, sustentação, bioestimuladores injetáveis e aplicações de emptiers, entre outros. Embora considerados seguros e minimamente invasivos, esses procedimentos carregam riscos, o que pode resultar em danos necessitando da perícia forense. A perícia forense é fundamental para analisar os danos, complicações ou alegações de negligência relacionados à harmonização orofacial. O profissional que deseja atuar na área de harmonização orofacial precisa realizar avaliações permonorizadas, para isso deve-se contar com exames diagnósticos eficientes. Nesse contexto, a ultrassonografia surge como um importante aliado para identificar possíveis problemas nos tecidos moles da região orofacial, existência de matérias e detectar as estruturas anatômicas que podem representar riscos.

MATERIAIS E MÉTODOS: feita pesquisa na plataforma pub med e google scholar, utilizando os descritores: perícia, ultrassonografia, intercorrências e harmonização orofacial. O ano de corte selecionado foi o ano de 2019 ao ano de 2023. Um total 85 artigos que após de revistos, foram selecionados 9 de relevância para o estudo.

OBJETIVO: O objetivo deste artigo é o de fomentar a cultura da imperativa necessidade de exames prévios aos procedimentos de harmonização orofacial principalmente os exames por imagem ultrassonográfica.

RESULTADOS: Dentro do escopo escolhido desse estudo, pode-se afirmar que a perícia forense é uma atividade técnico-científica que visa esclarecer fatos relacionados a negligência, imprudência ou imperícia. No contexto da harmonização orofacial, a perícia é crucial para determinar a causa de complicações e verificar a adequação das condutas adotadas pelo profissional e isto inclui a existência e análise dos exames solicitados previamente. O exame de ultrassonografia permite visualizar detalhes anatômicos como músculos, vasos sanguíneos e nervos na região orofacial. É uma técnica não invasiva possibilita a detecção precoce de alterações nos tecidos, como edemas, hematomas, inflamações e lesões em vasos, além de identificar a presença e natureza de alguns materiais na região. Como por exemplo os preenchedores dérmicos que podem ser visualizados como hipoecóicos em relação aos tecidos circundantes . Além dos preenchedores os fios de sustentação, implantes faciais, materiais de preenchimento permanente, a posição e o posicionamento adequado dos fios podem ser detectados pelo exame. A ultrassonografia também pode auxiliar na orientação de procedimentos terapêuticos para reverter algumas complicações. É importante ressaltar que a interpretação das imagens ultrassonográficas dos materiais usados na harmonização orofacial requer experiência e conhecimento por parte do profissional. A ultrassonografia é uma ferramenta complementar valiosa para auxiliar na avaliação e acompanhamento dos materiais e procedimentos utilizados, contribuindo para uma abordagem mais segura.

DISCUSSÃO: A ultrassonografia é essencial na harmonização orofacial, permitindo avaliar a anatomia, localiza estruturas como nervos e vasos, evitando lesões acidentais em procedimentos. O ultrassom prévio considera essas características individuais para resultados harmoniosos. Também monitora o tratamento ao longo do tempo, permitindo ajustes. Sendo não invasiva e precisa, exigindo, porém, interpretação experiente, um exame técnico dependente como muitos costumam denominar. Outro ponto importante é a capacidade da ultrassonografia em monitorar o tratamento ao longo do tempo. Esse acompanhamento possibilita a avaliação dos resultados e a realização de ajustes e tratar as intercorrências. A segurança e a precisão da ultrassonografia a tornam uma opção válida na harmonização orofacial, visto que é uma técnica que oferece informações detalhadas sobre a região a ser tratada.

CONCLUSÃO: A ultrassonografia desempenha um papel relevante na harmonização orofacial, fornecendo informações valiosas para o planejamento do tratamento, identificação de variações anatômicas e acompanhamento dos resultados. Sua utilização é salutar na busca por procedimentos mais seguros e satisfatórios. A capacitação e o conhecimento dos profissionais que realizam esses procedimentos são fundamentais para garantir a qualidade e segurança dos cuidados oferecidos aos pacientes. Por ser um procedimento minimamente invasivo, a omissão da solicitação desse exame pode ter um impacto negativo na avaliação pericial, caso essa se torne necessária.


Referências bibliográficas