Os autores informam que não há conflito de interesse.
Natália De Góes Lima (1)
http://lattes.cnpq.br/4268051587832874 – https://orcid.org/0009-0001-3378-1179
Suzana Papile Maciel (2)
http://lattes.cnpq.br/3629324754806085 – https://orcid.org/0000-0002-1549-5419
Luana Resende Nascimento (3)
http://lattes.cnpq.br/8574570067310993 – https://orcid.org/0009-0002-2121-2136
Marina de Carvalho Santos (3)
http://lattes.cnpq.br/1258518978804749 – https://orcid.org/0009-0009-7990-059
João Vitor Sabino Oliveira (3)
https://lattes.cnpq.br/7246737476570629 – https://orcid.org/0009-0001-0227-7586
Thayanne Reis Barbosa de Santana (3)
http://lattes.cnpq.br/4370399517186678 – https://orcid.org/0009-0006-7178-2080
(1) Universidade Tiradentes, Faculdade de Medicina, Aracaju-SE, Brasil. (Autor principal)
(2) Universidade Tiradentes, Departamento de Odontologia e Medicina, Aracaju-SE, Brasil
(Orientadora)
(3) Universidade Tiradentes, Faculdade de Medicina, Aracaju-SE, Brasil. (Coautor)
Email: natalia.goes@souunit.com.br
INTRODUÇÃO: O reconhecimento facial é crucial na Antropologia Forense, especialmente em casos judiciais envolvendo gêmeos monozigóticos. A análise de traços e características distintivas é essencial para a identificação precisa de indivíduos com alta semelhança genética.
MATERIAL E MÉTODO: O estudo visou distinguir irmãs gêmeas pelo reconhecimento facial, onde uma usava a identidade da outra para cometer crimes. Foram analisadas sete imagens, incluindo fichas onomásticas e fotos, para comparação facial forense. Utilizou-se o método analítico-comparativo, confrontando imagens das fichas do Instituto de Identificação Carlos Menezes. Ferramentas empregadas incluíram microcomputadores e software de análise de imagens, como ImageJ.
RESULTADOS: A análise morfológica revelou que a face questionada divergiu da face padrão “A” em contornos, proporções faciais, formato dos olhos, nariz e lábios. Em contraste, a face questionada apresentou convergências significativas com a face padrão “B” nas proporções faciais, sobrancelhas, olhos, nariz e lábios. A sobreposição de imagens confirmou divergências com “A” e compatibilidade com “B”, concluindo que a face questionada não pertence a “G. A.” e corresponde fortemente a “G. B.”.
DISCUSSÃO: Os métodos de reconhecimento facial foram eficazes, especialmente na distinção de gêmeos idênticos. Técnicas como Processamento Digital de Sinais e Fotogrametria aprimoram a precisão, e a Antropometria Craniofacial oferece dados confiáveis sobre morfologia. Embora papiloscopia e exames odontológicos sejam úteis, a qualidade das imagens pode limitar a eficácia.
CONCLUSÃO: As técnicas aplicadas mostraram-se eficazes na distinção de gêmeas monozigóticas, superando a análise genética e a papiloscopia. Contudo, a sobreposição facial enfrenta desafios, necessitando de referências prévias e imagens não distorcidas.
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