Os autores informam que não há conflito de interesse.
Maria Fernanda Nakano Rodrigues
Brenda Nayane Duda Moreira
Gabriella Alves de Faria Assis
Diedra Dias Soares
Lucas Alcântara Gonçalves
Matheus Araújo Cavalcante
INTRODUÇÃO: A toxicologia forense é uma área voltada ao estudo das substâncias nocivas e seus possíveis desfechos no corpo humano. Por essa razão, a análise dos casos de óbito por envenenamento na Região Norte, com foco especial no estado do Tocantins, revela aspectos cruciais para compreender as dinâmicas epidemiológicas e ambientais dessa área do Brasil, fomentando o estudo da toxicologia forense.
MATERIAL E MÉTODO: Estudo quantitativo de análise secundária- coletado do DATASUS- considerando o período entre 2013- 2022, analisando óbitos por envenenamento no Tocantins, Região Norte e Brasil.
RESULTADOS: Entre 2013-2022, houveram no Brasil 11.968 casos, sendo 1.962 casos na Região Norte. A escolaridade prevalente é de 4 a 7 anos, com 704 casos na região. O sexo masculino totaliza 1.559 óbitos. A faixa etária entre 20-29 anos é a predominante, com 521 casos. Em relação às causas, o envenenamento acidental representou 1.319 óbitos, enquanto o restante deve-se ao contato com planta ou animal peçonhento. Os dados do Estado do Tocantins, Região Norte e Brasil apresentaram grande semelhança em termos de perfil epidemiológico.
DISCUSSÃO: Observa-se um padrão nos dados analisados,como a baixa escolaridade devido à desinformação acerca de medidas de segurança, também há a prevalência do sexo masculino que pode ser explicada pelos paradigmas sociais relacionados ao cuidado. Além disso, vê-se uma maior mortalidade da população economicamente ativa,porque são mais expostos a situações de risco. Nota-se também, muitos casos de óbito por envenenamento acidental, justificado pela expansão agrícola bastante presente na região e o desconhecimento dos cuidados necessários para o manuseio de substâncias. Também, no que tange aos envenenamentos por animal ou planta peçonhenta, na Região Norte é muito comum que os acidentes ofídicos e as longas distâncias entre o local do acidente e o atendimento médico agrava e contribui para taxas de óbitos envolvendo esses acidentes.
CONCLUSÃO: Desse modo, percebe-se que o estudo a respeito das causas de óbito por envenenamento na Região Norte, bem como das demais regiões brasileiras, revela um padrão preocupante: o envenenamento acidental, especialmente por substâncias nocivas, é a causa mais comum dentre essas mortes no país. Esses achados sublinham a necessidade urgente de medidas preventivas e educativas para reduzir a exposição a tais substâncias e evitar acidentes fatais. Portanto, a capacitação contínua dos médicos legistas e a implementação de protocolos rigorosos para a investigação de envenenamentos são essenciais. Essas ações não só melhorarão a precisão das investigações forenses, mas também ajudarão a prevenir futuros incidentes, protegendo a saúde e o bem-estar da população tanto na Região Norte, quanto em todo o Brasil.







