Resumos

PRINCIPAIS ACIDENTES EM PESSOAS COM PERDA TRANSITÓRIA DA CONSCIÊNCIA DEVIDO A EPILEPSIA: LIMITAR ATIVIDADES É RESOLUTIVO?

Os autores informam que não há conflito de interesse.

Carmen Silvia Molleis Galego Miziara

Mylena Menezes da Silva

Paulo Alves de Oliveira Neto

INTRODUÇÃO: Condições mórbidas que cursam com perda súbita da consciência aumentam o risco de acidentes pessoais, dentre elas a epilepsia assume destaque pela alta prevalência na população geral. Assim, este estudo objetiva avaliar os riscos e os tipos de acidentes distribuídos de acordo com a faixa etária da pessoa com epilepsia.

MÉTODO: Revisão sistemática de literatura (modelo PRISMA) aplicando PICO (pessoas com epilepsia, faixas etárias e acidente), utilizando as bases de dados PubMed e Google Acadêmico, filtrando pelo título e abstract. Termos de busca: epilepsy AND accidents OR risk of injuries. Critérios de inclusão: descritores no título ou no abstract, idioma inglês, artigos na íntegra.

RESULTADO: Foram selecionados 46 artigos após concordância entre os autores, entre 1978 e abril de 2024. Proporcionalmente, não houve diferença significativa entre os sexos, a média da idade foi de 36 anos. Os principais acidentes foram: queimaduras, queda, afogamento, acidentes dométicos e acidentes de trânsito. Os fatores de risco para acidentes foram as crises disperceptivas, com ou sem evolução para tônico-clônica-bilateral, crises de difícil controle, seja por falha de adesão ou pela farmacorresistência, maior frequência das crises, idade precoce de início da epilepsia (refletindo no tempo de exposição da doença), lesão neurológica estrutural e atividade de risco não supervisionada.

DISCUSSÃO: Epilepsia é a recorrência de crises não provocadas que se expressam de diversas formas, cerca de 75% delas têm controle com fármacos anticrise. As crises que cursam com perda do contato com o meio vulnerabilizam os pacientes a acidentes, mas em sua maioria, não implicam em gravidade ou fatalidade. Os acidentes ocorrem principalmente do ambiente doméstico, então, limitar atividades não configura prevenção efetiva.

CONCLUSÃO: As crises disperceptivas com ou sem evolução tônico-clônica-bilateral, expõem os pacientes a maior risco de acidentes. Portanto, é necessário de supervisão e de orientações preventivas sobre riscos de atividades diárias, incluindo a demonstração da importância da adesão ao tratamento. Assim, promovendo aos pacientes autonomia com segurança e qualidade de vida sem limitações.


Referências bibliográficas