Os autores informam não haver conflito de interesse.
Natalia Luiz Ferrari (1)
Tyago Araujo Almeida (1)
Giuliana Raucci Negrete (1)
Paula Cristina Aricó Rossi (1)
(1) Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo
INTRODUÇÃO: As atividades laborais isométricas executadas acima do nível do ombro causam redução no fluxo sanguíneo necessário ao músculo, acarretando em fadiga, dor e parestesia, resultando em potenciais lesões osteomusculares na região do ombro do trabalhador. O trabalho com máquinas, especialmente aquelas que exigem movimentos repetitivos dos braços e elevação acima da cabeça, podem aumentar o risco de desenvolver ou piorar a síndrome do manguito rotador (SMR).
OBJETIVO: O objetivo desse estudo é identificar o nexo causal ou concausal e o grau de incapacidade laboral em operadores de máquina com diagnóstico de SMR.
MATERIAL E METODO: Esse estudo foi baseado na análise de 161 acórdãos registrados no Tribunal Regional do Trabalho da Segunda Região do Estado de São Paulo (TRT-2), durante o período de 01/01/2024 a 31/12/2024, com exclusão de 41 acórdãos, sem correlação. Foram considerados casos de SMR quando haviam queixas álgicas nos ombros e manobra semiológica positiva. O estudo não considerou variáveis como tipo de máquina, idade, sexo e tempo de trabalho.
RESULTADOS: Esses conceitos foram confirmados nos resultados dos 120 acórdãos analisados. Desse total, 47 casos (62,66%) foram classificados com nexo causal, e 28 (37,33%) com nexo concausal. Também analisamos a incapacidade, sendo 52,50% parcial, 9,16% total e 38,33% sem incapacidade laborativa.
CONCLUSÃO: Conclui-se que, atividades laborais realizadas por operadores de máquinas leva ao desenvolvimento de SMR. A caracterização de nexo e incapacidade laborativa é frequente. O diagnóstico precoce e a adoção de medidas preventivas podem ser úteis para evitar as consequências relacionadas à doença ocupacional.







