Artigo Original

TAXA DE MORTALIDADE POR AFOGAMENTO NO BRASIL DE 2011-2021

Como citar: Aquino LJ. Taxa de mortalidade por afogamento no Brasil de 2011-2021. Persp Med Legal Pericia Med. Vol. 10, 2025; 250307.

https://dx.doi.org/10.47005/250307

Aceito em 15/09/2025

O autor informa não haver conflito de interesse.

MORTALITY RATE BY DROWNING IN BRAZIL FROM 2011-2021

Lucas Jaworski Aquino

Pesquisa, Redação do manuscrito original, Redação - revisão e edição

https://orcid.org/0009-0003-5649-4628 - http://lattes.cnpq.br/2677201449065753

Centro Universitário de Várzea Grande - UNIVAG, Cuiabá, MT

Resumo

INTRODUÇÃO: Identificar o perfil epidemiológico dos óbitos por afogamento no Brasil entre 2011 e 2021. MATERIAL E MÉTODO: Delineamento transversal utilizando dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM-DO-DATASUS). Todas as análises foram conduzidas utilizando o software R versão 4.3.0 através do seu ambiente de desenvolvimento integrado RStudio versão 2023.03.0. RESULTADOS: A taxa média de mortalidade foi de 2,49 óbitos a cada 100.000 pessoas, com uma redução de 20% ao longo do período de 10 anos. A maior parte de óbitos por faixa etária ocorreu entre jovens de 10 a 19 anos, sendo predominantemente do sexo masculino. As regiões Norte e Centro-Oeste apresentaram as taxas mais elevadas. CONCLUSÃO: Apesar da redução na taxa de mortalidade no período de 10 anos há um número elevado de casos de afogamento no país e políticas de prevenção são necessárias para conscientização e melhorias na segurança aquática, especialmente para os jovens.

Palavras Chave: Afogamento, mortalidade, acidentes, imersão e Brasil

Abstract

INTRODUCTION: to identify the epidemiological profile of deaths by drowning in Brazil between 2011 and 2021. MATERIAL AND METHODS: Cross-sectional design using data from the Mortality Information System (SIM-DO-DATASUS). All analyzes were conducted using R software version 4.3.0 through its integrated development environment RStudio version 2023.03.0. RESULT: The average mortality rate was 2.49 deaths per 100,000 people, with a 20% reduction over the 10-year period. The majority of deaths by age group occurred among young people aged 10 to 19, and were predominantly male. The North and Central-West regions had the highest rates. CONCLUSION: Despite the reduction in the mortality rate over the 10-year period, there is a high number of drownings in the country and prevention policies are necessary to raise awareness and improve water safety, especially for young people.

Keywords (MeSH): Drowning, mortality, accidents, immersion and Brazil

1. INTRODUÇÃO

O afogamento é definido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), como uma dificuldade respiratória devido a aspiração de líquido não corporal, seja ela causada por submersão ou imersão das vias aéreas (1-5) . É considerada uma causa evitável de óbitos e detém grande importância epidemiologicamente, posto que cerca de 375.000 pessoas vão a óbito devido a afogamento por ano no mundo, atingindo em 91% dos casos países em desenvolvimento (1, 3-8).

No Brasil em 2012 houve 6.369 mortes por afogamento, sendo 86% acidental, atingindo a segunda causa de morte de crianças com 1 a 9 anos. A vigilância contínua torna-se um importante fator de proteção nessa faixa etária (1, 7, 9). Já em adultos e adolescentes, o comportamento de risco como uso de drogas, etilismo e inatividade física podem contribuir para o afogamento e tornam-se relevantes fatores de risco (1, 7, 9). No ano de 2010 o DATASUS registrou 1.158 internações por acidentes de submersão, com uma mortalidade de 3%, evidenciando o volume de subnotificação existente, devido principalmente ao preenchimento incorreto do código de Classificação Internacional de Doenças (CID) ou até mesmo pelo desaparecimento de vítimas pós óbito (1, 7, 9, 10).

O afogamento está entre as três principais causas de morte fatal não intencional (1), tornando-se, portanto, um grande problema de saúde pública, pois além do impacto social, familiar e econômico do óbito ainda há um percentual atribuído a sequelas e complicações pós afogamento (1, 3, 7, 9). Após a aspiração do líquido, é desencadeado um reflexo de tosse espontânea que, por vezes, pode resultar em mais broncoaspiração, seguido por um laringoespasmo. A partir desse ponto, a situação pode evoluir para diferentes estágios, como o afogamento seco, caracterizado pela ausência de água nos pulmões, porém com asfixia devido ao espasmo laríngeo, ou então o afogamento propriamente dito, resultando na inundação pulmonar e asfixia. A sequência evolutiva se dá por hipóxia cerebral, apneia, inconsciência com arritmia (geralmente bradicardia), Atividade Elétrica Sem Pulso (AESP) e assistolia (1, 10).

As causas que levam ao afogamento podem ser divididas em primárias, as mais comuns, em que não há um fator desencadeante. E as causas secundárias, onde a vítima permanece submersa devido a algum fator como uso de drogas (36,2% dos óbitos), geralmente álcool; crise convulsiva (18,1%); trauma (16,3%); e doença pulmonar (14,1%) (10).

Estudos indicam que as complicações em casos de afogamento ocorrem em 60 a 80% dos casos, com uma classificação em seis graus de gravidade. As alterações neurológicas, observadas no grau 6, incluem edema cerebral (presente em 30 a 44% dos casos) e convulsões (15%). Já as complicações respiratórias, que podem ocorrer dos graus 3 ao 6, estão frequentemente associadas a broncopneumonia, com uma incidência de 34 a 40%. As alterações metabólicas, presentes dos graus 2 ao 6, estão relacionadas à acidose metabólica, observada em cerca de 31% dos casos (2, 10).

De acordo com a Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático- SOBRASA, o estado do Mato Grosso (MT) possui inúmeros rios e lagos em sua composição territorial, o que torna um ambiente comum esse tipo de ocorrência (11). De maneira epidemiológica, o MT em um período de 40 anos, de 1979 a 2020, apresentou um crescimento na mortalidade por afogamentos, sendo o cálculo mais atual, em 2020, de 5,22 mortes a cada 100.000 (13). Portanto, o objetivo deste estudo é analisar o perfil epidemiológico dos óbitos por afogamentos no Brasil entre 2011 e 2021.

 

2. MATERIAL E MÉTODO

Foi realizado um estudo epidemiológico com delineamento transversal utilizando dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM-DO-DATASUS) referentes a óbitos ocorridos em todas as faixas etárias e unidades da federação (UF) do Brasil entre janeiro de 2011 e dezembro de 2021 cuja causa básica tenha sido preenchida com códigos CID-10 das seguintes categorias: W65, W66, W67, W68, W69, W70, W73 e W74.

O download dos dados foi realizado por meio do pacote em linguagem R denominado “microdatasus” versão 2.1.0. As seguintes variáveis foram incluídas no estudo: data do óbito, hora do óbito, idade, sexo, estado civil, município de residência, município de ocorrência, UF de ocorrência, causa básica e local de ocorrência.

A taxa de mortalidade foi calculada considerando como numerador o total de óbitos realizados por ano e UF de ocorrência, dividido pela população estimada para o mesmo ano e UF, multiplicado por 100 mil. A variação percentual anual foi avaliada pela divisão da diferença entre o valor atual e o valor anterior pelo valor anterior, multiplicado por 100.

O perfil epidemiológico foi elaborado através da sumarização de variáveis categóricas por meio de frequências absolutas (n) e relativas (%). Foram plotados gráficos de linha para avaliação da tendência temporal e mapa cloroplético para avaliação da distribuição geográfica das taxas.

Todas as análises foram conduzidas utilizando o software R versão 4.3.0 através do seu ambiente de desenvolvimento integrado RStudio versão 2023.03.0.

3. RESULTADOS

Foram registrados 55.993 óbitos no período de 10 anos e a maioria dos óbitos ocorreram entre indivíduos com idade entre 10 e 19 anos, sexo masculino, estado civil solteiro, no mês de janeiro, no dia de domingo, no mesmo município de residência e cuja causa básica principal foi classificada como afogamento e submersão em águas naturais (tabela 1).

Tabela 1. Perfil epidemiológico dos óbitos por afogamento e submersões acidentais no Brasil: 2011-2021.
Variáveis N = 559931
Faixa etária
0-9 anos 7114 (12,96%)
10-19 anos 10195(18,58%)
20-29 anos 9871 (17,99%)
30-39 anos 8670 (15,80%)
40-49 anos 7959 (14,50%)
50-59 anos 5746 (10,47%)
60 ou mais 5326 (9,70%)
Não informado 1112
Sexo
Feminino 7092 (12,68%)
Masculino 48841(87,32%)
Não informado 60
Estado civil
Casado 7981 (17,52%)
Divorciado 1720 (3,78%)
Solteiro 32690(71,78%)
União Consensual 2223 (4,88%)
Viúvo 928 (2,04%)
Não informado 10451
Mês do Óbito
jan 7008 (12,52%)
fev 5451 (9,74%)
mar 5052 (9,02%)
abr 4441 (7,93%)
mai 3483 (6,22%)
jun 3285 (5,87%)
jul 3451 (6,16%)
ago 3685 (6,58%)
set 4686 (8,37%)
out 4933 (8,81%)
nov 4752 (8,49%)
dez 5766 (10,30%)
Não informado 0
Dia do Óbito
dom 15260(27,25%)
seg 7060 (12,61%)
ter 5936 (10,60%)
qua 5777 (10,32%)
qui 5729 (10,23%)
sex 6310 (11,27%)
sáb 9921 (17,72%)
Não informado 0
Local de ocorrência do óbito
Domicílio 4063 (7,31%)
Hospital 4909 (8,83%)
Outro estabelecimento de saúde 1153 (2,07%)
Outros 36469(65,59%)
Via pública 9007 (16,20%)
Não informado 392
Município de ocorrência
Mesmo de residência 39215 (70,04%)
Outro município 16778 (29,96%)
Não informado 0
Causa básica
Afogamento e submersão consecutiva a queda dentro de uma banheira 55 (0,10%)
Afogamento e submersão conseqüente a queda dentro de uma piscina 526 (0,94%)
Afogamento e submersão conseqüentes a queda dentro de águas naturais 2463 (4,40%)
Afogamento e submersão durante banho em banheira 61 (0,11%)
Afogamento e submersão em águas naturais 28194(50,35%)
Afogamento e submersão em piscina 1217 (2,17%)
Afogamento e submersão não especificados 21561(38,51%)
Outros afogamentos e submersão especificados 1916 (3,42%)
Não informado 0
1n (%)

A taxa média de mortalidade no período foi de 2,49 óbitos por afogamento ou submersão acidental a cada 100.000 pessoas no Brasil e apresentou tendência temporal de redução, com uma queda de 20% ao se comparar a taxa do último ano com a do início do estudo (figura 1).

Figura 1. Taxa de mortalidade por afogamento e submersão acidental no Brasil.

A taxa média de mortalidade segundo faixa etária, a cada 100.000 mil pessoas, foi de 2,19 (0-9 anos), 2,84 (10-19 anos), 2,61 (20-29 anos), 2,39 (30-39 anos), 2,64 (40-49 anos), 2,38 (50-59 anos) e 1,85 (60 anos ou mais).

Todas as faixas etárias apresentaram tendência de temporal de redução ao longo dos anos de estudo (figura 2), porém, as maior variação negativa nas taxas foi observada, em ordem decrescente, entre indivíduos com idade de 10-19 anos (-38,7%), seguidos de 20-29 anos (-20,1%), 30-39 anos (-18,5%), 40-49 anos (-18,0%), 60 anos ou mais (-8,7%), 0-9 anos (-8,1%) e 50-59 anos (-2,6%).

Figura 2. Taxa de mortalidade por afogamento e submersão acidental no Brasil segundo faixa.

As seis unidades da federação com maior taxa média de mortalidade a cada 100.000 pessoas encontram-se na região Norte do Brasil (figura 3), são elas, em ordem descrescente: Amapá (6,91), Roraima (5,84), Amazonas (5,42), Tocantins (4,24), Acre (4,13) e Rondônia (3,97) (12).

Figura 3. Distribuição geográfica da taxa média de mortalidade por afogamento e submersão acidental entre as unidades da federação do Brasil: 2011-2021.

4. DISCUSSÃO

Os resultados desse estudo revelaram um número total de 55.993 óbitos registrados no decorrer de 10 anos, sendo a maioria entre indivíduos jovens, em uma faixa etária de 10 a 19 anos e predominantemente no sexo masculino.

O perfil epidemiológico brasileiro está em concordância com relatórios da OMS  as quais apontam que a mortalidade no sexo masculino por afogamento é de 63,5% (13). Esse evento é mais atribuído aos homens por motivos de maior exposição à água, particularmente ao andar de barco, pescar e viajar a trabalho ou para atividades do dia a dia, combinado com comportamentos arriscados, como nadar sozinho, consumir álcool antes de nadar e andar de barco, não usar colete salva-vidas e viajar de maneira mais rápida e imprudente em embarcações (14). Em relação à faixa etária do perfil epidemiológico do estudo, há convergência com os dados de afogamentos costeiros em toda américa latina, que mostram maior ocorrência entre jovens de 15 a 19 anos (15). O número elevado de ocorrências envolvendo esta faixa etária se explica pelo fato de a maioria não possuir habilidade de natação, não ter a prudência necessária e estar nadando sem a supervisão de adultos (16). Em países desenvolvidos do continente americano há o predomínio de afogamento entre as idades de 0 a 04 anos, com uma média de 597 casos; e em países em desenvolvimento, como o Brasil, a média está entre 05 e 14 anos, com 7159 casos totais (17, 18).

Observou-se que a maioria das mortes ocorreu no mês de janeiro, aos finais de semana e em diferentes locais, não apenas nos municípios de residência dos indivíduos. A relação de maior frequência de afogamentos no verão e durante os finais de semana ocorre devido ao clima favorável, período de recessos escolares e maior presença de turistas. Dessa forma, espera-se que estes dias tenham uma grande contribuição nos casos de afogamento, comprovada neste estudo e reproduzido em Portugal, onde 43% dos casos ocorreram em julho e agosto, meses referentes ao verão europeu (19, 20).

A taxa média de mortalidade por afogamento ou submersão acidental foi calculada como 2,49 óbitos a cada 100.000 pessoas no Brasil. No entanto, observou-se uma tendência temporal de redução nos números, com uma queda de 20% na taxa de mortalidade em relação ao período de início do estudo. As taxas globais de afogamento têm apresentado uma queda gradual nas últimas décadas, embora essa redução não seja distribuída uniformemente entre todas as regiões (21). Tais dados evidenciam o aumento no número de óbitos por afogamento em países subdesenvolvidos, como na Guiana Francesa, no qual houve um aumento de 3,7 para 9,6 óbitos a cada 100.000 habitantes, e na Nigéria, com um aumento progressivo de 4 para 6,6 óbitos a cada 100.000 habitantes, contradizendo o cenário global e brasileiro. Os países de grupos de Indicadores de sustentabilidade e desenvolvimento integrado médios tiveram a maior redução (54,0%), indicando que a urbanização e o desenvolvimento são possíveis impulsionadores da diminuição nas mortes por afogamento. No entanto, outros impulsionadores, como maior investimento em segurança aquática, reconhecimento governamental do problema, mudanças nas normas sociais ou estruturas de codificação, podem estar contribuindo (22).

Uma análise por faixa etária revelou uma tendência de redução ao longo dos anos em todas as faixas etárias analisadas. Observa-se que na faixa etária de 10 a 19 anos houve a maior variação negativa, com uma queda de 38,7% nas taxas de mortalidade. Em países como os Estados Unidos, estudos relatam uma queda nas taxas de mortalidade por afogamento de até 38% para faixas etárias jovens nas últimas décadas, confirmando que políticas e programas de prevenção de afogamentos, somados ao uso de cercas de proteção em piscinas e campanhas públicas de conscientização são fatores que contribuíram para essa redução em grupos mais jovens (23).

A análise regional revelou que as maiores taxas médias de mortalidade foram observadas na região Norte do Brasil, com o Amapá apresentando a taxa mais elevada (6,91), seguido por Roraima (5,84), Amazonas (5,42), Tocantins (4,24), Acre (4,13) e Rondônia (3,97). Fatores como a disposição hidrográfica da região, abundantemente cortada por rios que constituem ferramenta importante para o comércio, turismo, economia e lazer da população agravam o cenário (24). Nesse sentido, estudos identificaram a distribuição e acesso a rios e lagos como fatores de risco para a criação de locais propícios para o acontecimento de episódios de afogamentos, uma vez que uma parcela deles não possuem postos de vigilância, avisos de perigo e são facilmente acessados em qualquer época do ano, tornando-o necessário medidas preventivas (1, 25).

5. CONCLUSÃO

Diante dos dados obtidos a partir do estudo, constatou-se um total de 55.993 óbitos por afogamento no Brasil, e permitiu-se identificar a prevalência desses números em indivíduos do sexo masculino (87,32). O ano de 2011 contou com o maior número de registros de notificações de afogamento, seguidos de um declino progressivo. Durante esse intervalo de tempo, no Brasil, houve registros de 2,9 óbitos a cada 100.000 habitantes. As faixas etárias de maior prevalência de acidentes por afogamento são jovens entre 10 e 19 anos.

Este trabalho mostra muito o perfil epidemiológico das vítimas de afogamento e possibilita ações profiláticas específicas, de modo a diminuir a mortalidade causada por esse agravo em saúde. Além disso, investir em infraestrutura adequada, programas educacionais e parcerias interdisciplinares são fundamentais para criar um ambiente aquático mais seguro, uma vez que a proteção da vida deve ser prioridade para todos os setores sociais.

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