Resumos

HISTÓRIA DA RADIOLOGIA ORO-FACIAL COMO MEIO DE IDENTIFICAÇÃO HUMANA

Luciana Barroso de Azevedo (1)

Luiz Roberto Coutinho Manhães Júnior (1)

(1) SÃO LEOPOLDO MANDIC

INTRODUÇÃO: Os exames radiográficos, além da sua função principal diagnóstica, possuem uma possível segunda utilização: a de serem uma ferramenta determinante no processo do estabelecimento da identidade de uma pessoa após sua morte, quando os métodos tradicionais de identificação não obtiveram êxito por diversas condições. Em cenários de desastres naturais, acidentes em massa, homicídios, ou em casos de corpos em estado avançado de decomposição, o uso de exames por imagem desempenha um papel fundamental na determinação da identidade das vítimas, sendo essa uma condição crucial. O uso dos exames radiográficos para esse propósito remonta ao século XIX. No entanto, ainda nos deparamos com a falta de compreensão da classe forense frente ao referido tema.

OBJETIVO: Esse trabalho teve como objetivo principal relatar sobre a utilização das radiografias odontológicas na identificação humana post mortem ao longo da história , seu emprego nos dias atuais e ima projeção para o futuro com auxílio da inteligência artificial. Foram abordados os primeiros usos das radiografias nesse campo forense, bem como sua evolução até os dias atuais. Os exames por imagem, como a radiografia, tomografia computadorizada (TC) e ressonância magnética (RM), têm sido cada vez mais empregados para a identificação de restos mortais. Essas técnicas proporcionam uma visão não invasiva e detalhada do corpo humano, permitindo a visualização interna de estruturas anatômicas e características individuais que podem auxiliar na identificação.

MATERIAIS E MÉTODOS: Realizou-se revisão de literatura com 19 trabalhos selecionados dentre 53 encontrados, após aplicação de critérios de inclusão.

RESULTADOS: A identificação humana por meio de avaliação das imagens radiográficas é um meio seguro, inconteste e mundialmente aceito.

DISCUSSÃO: A importância dos exames por imagem na identificação humana post mortem reside na sua capacidade de fornecer informações objetivas, precisas e não invasivas sobre a identidade e características individuais das vítimas. Essas técnicas são essenciais para ajudar as equipes de investigação forense a estabelecerem a identidade das vítimas, fornecer respostas às famílias enlutadas e possibilitar a aplicação da justiça em casos de crimes ou desastres. A utilização adequada desses exames, realizada por profissionais treinados e experientes, pode fazer a diferença entre o esclarecimento de um caso e a permanência de incertezas, garantindo uma abordagem mais eficiente e precisa na identificação post mortem.

CONCLUSÃO: Em conclusão, os exames radiográficos, especialmente radiografias odontológicas, desempenham um papel fundamental na identificação humana após a morte, quando métodos tradicionais falham. Desde os primórdios da radiologia, esses exames têm evoluído e se estabelecido como uma ferramenta incontestável e aceita globalmente. Em situações complexas como desastres naturais, homicídios em massa e casos de decomposição avançada, as técnicas de imagem oferecem uma visão interna não invasiva e detalhada, revelando características individuais cruciais para a identificação. A aplicação destes métodos não apenas auxilia as equipes de investigação forense na identificação das vítimas, mas também proporciona um senso de encerramento às famílias enlutadas e contribui para a justiça. À medida que avançamos, a combinação de exames radiográficos com a inteligência artificial projeta um futuro promissor, garantindo uma abordagem ainda mais precisa e eficiente na identificação.


Referências bibliográficas