ENFORCAMENTOS EM CUIABÁ: UMA TRISTE REALIDADE

Antônio Carlos Oliveira de Almeida (1);

Caio Gustavo da Silva (1);

Igor Alfonso Carneiro Ribeiro de Menezes (1);

Paulo Luiz Batista Nogueira (2);

(1) Acadêmico de Medicina do Centro Universitário de Várzea Grande – UNIVAG;

(2) Docente do Centro Universitário de Várzea Grande – UNIVAG.

 

INTRODUÇÃO: O suicídio tornou-se uma questão de saúde pública no mundo, pelo aumento, alarmante, no número de casos que vem ocorrendo nas últimas décadas. O Brasil é o oitavo país no ranking mundial do número absoluto de suicídios. O objetivo desse trabalho foi identificar as características sóciodemográficas e póst mortem das vítimas de suicídio por enforcamento na Grande Cuiabá e atendidas no Instituto Médico-legal. Metodologia: Trata-se de um estudo epidemiológico descritivo em que foram coletados, no IML, dados de 33 prontuários de necropsia de vítimas de morte por enforcamento, que ocorreram no ano de 2014. Os dados foram coletados e analisados utilizando o programa Epiinfo versão 3.5.1, que é um software de domínio público criado pelo CDC (Centers for Disease Control and Prevention) voltado à área da saúde na parte de epidemiologia, foi criado um questionário que busca englobar todas as variáveis supracitadas. Posteriormente estes dados foram transferidos para Microsoft Excel para a criação de gráficos e tabelas.

MARCO CONCEITUAL: Dentre os casos de suicídio por enforcamento, há poucos estudos que descrevam as características específicas internas das vítimas, e em virtude da ausência de estudos epidemiológicos de enforcamento na região metropolitana de Cuiabá.

RESULTADOS: Traçando o perfil do suicida por enforcamento, pode-se concluir que ele possui as seguintes características: masculino, normolíneo, pardo, com idade entre 30 a 45 anos, local de ocorrência em sua própria residência, utilizando uma corda, com enforcamento completo, com nó posicionado assimetricamente e apenas um sulco.

CONCLUSÃO: O suicídio é um agravo de saúde pública, cujo os índices aumentando alarmantemente necessitando assim de enfrentamento. Sendo assim, o presente estudo teve por objetivo dar embasamento teórico, qualitativo para os profissionais da saúde que lidam diariamente com essa epidemia silenciosa. Observando a ausência de estudos que analisassem as características pós mortem do suicídio por enforcamento, verificou-se a necessidade de um estudo detalhado de características específicas. Um dos grandes desafios do estudo foi a omissão de informações nos prontuários médicos, dificultando assim a coleta dos dados para redigir o presente artigo.

REFERÊNCIAS:

FRANÇA, G.V. Medicina Legal. 10. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2015. 748p.

HERCULES, H.C. Medicina Legal. 2. ed. São Paulo: Atheneu, 2014. 800p.

GOMES, H. Medicina legal. 33. ed. Rio de Janeiro: Freitas Bastos, 2004. 565p. CROCE, D.;

CROCE, D.J. Manual de Medicina Legal. 8. ed. São Paulo: Saraiva, 2012. 864p.